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O Senhor é meu pastor, nada me faltará

Um café na estrada e a desvalorização do escritor

Cada vez que viajo para a casa dos meus parentes sai um post novo aqui sobre aprendizados, né? Felizmente os aprendizados desse ano foram menos sofridos do que os do ano passado.

Se não lembra, refresque sua memória clicando aqui.

Pois bem, esse ano fiz outra viajem, sendo que vocês sabem que eu tenho muito medo de viajar e também não gosto de interações sociais, embora eu tenha melhorado 100% (sério, não estou exagerando).

Eu consegui até mesmo perguntar se alguém precisava de ajuda e conversei sobre diversos assuntos. Estou realmente impressionada comigo mesma, pois sou do mesmo "clã" que o Joseph de Quando Ele nos Encontra, então sinto que mereço até um prêmio pelas minhas atitudes nessa viagem! 😂😂😂

Parando um pouco de fazer piadinhas, essa com certeza foi uma viajem abençoada por Deus. Ele me guardou de todo tipo de acontecimento ruim e me deu paz em vários momentos em que senti medo.

Agora sobre as reflexões da viagem, não foram exatamente para aprendizado meu, mas sinto que é algo que muitas pessoas podem pensar sobre depois de lerem esse post.

Num dos lugares que parei para comer durante a viajem comprei um sanduíche e um café. Curiosamente o sanduíche não estava caro, visto a qualidade e quantidade, mas o café desse lugar estava caríssimo, custando onze reais.

Para você, talvez isso não seja caro, mas para mim, foi um pouquinho. Só para você ter uma noção, eu preciso vender três e-books de Quando Ele nos Encontra na Amazon para ganhar o suficiente para esse café.

Sim, a realidade dos escritores não é das melhores, não se vende um livro assim tão fácil, mesmo tendo um preço acessível.

No meio das pessoas que interagem com os escritores e não compram seus livros existem as pessoas que não fazem isso por achar os livros físicos caros ou apenas porque querem ler os que já possuem e existem as pessoas que não compram os digitais e preferem piratear e ler em PDF.

Esse segundo grupo é, provavelmente, o mesmo que reclama dos preços dos e-books, que no caso da ficção cristã, que é o gênero que escrevo, são pouquíssimos livros que custam mais do que esse café de onze reais.

Mas aí você pensa: o café é um tipo de alimento, que era importante pra mim naquele momento. Isso é verdade, porém aconteceu de eu dar quase todo ele para o meu marido acompanhar o sanduíche dele depois que o seu café acabou.

Se não bastasse isso, ele acabou derrubando o restante quando o copo caiu. Ou seja, o café caríssimo acabou virando em nada.

E o que isso tem a ver com livros e escrita?

Vários e-books de ficção cristã que conheço não passam nem mesmo de oito reais, que foi o valor desse mesmo café em outro local que estive depois.

O café anterior foi perdido e jamais recuperarei. E cafés nem são itens supérfluos e inúteis como os objetos que eu vejo o povo comprando por aí. Olhe ao seu redor, veja quantos objetos você se interessou e agora estão aí jogados em qualquer canto e até mesmo precisando mandar pra reciclagem porque não têm serventia para você nem para ninguém.

Sei que pode não ser o seu caso, mas com certeza pessoas abarrotadas de coisas são as mesmas que reclamam do preço dos livros.

Eu já falei que preciso vender três e-books para comprar um café???

Isso é algo que me deixa triste. Se eu vendesse um livro por dia mudaria totalmente a minha realidade, não necessariamente financeira, já que não sobreviveria só com isso, porém a minha realização como escritora finalmente aconteceria.

Agora imagine outros escritores que vendem seus livros por muito menos do que eu. Mesmo que se esforcem muito, vai ser difícil viver da escrita. E esse mesmo escritor que se esforça tanto por centavos é trocado facilmente por programas e vídeos que na maioria das vezes não tem nada de bom a acrescentar.

Eu não estou dizendo que você precisa ler mil livros por ano, mas você ler aquele livro do autor que te interessou com certeza vai ser o apoio que ele precisa.

Às vezes olho para as compras e posses luxuosas das pessoas e penso se essa conseguiria comprar meus livros. E são tantas e tantas pessoas no mundo. Sei que isso parece inveja, mas não. Eu não quero aquilo que elas tem, apenas quero ocupar algum lugarzinho dentro da literatura. 

Sei que não é querer muito. Não é nenhum tipo de luxo. Ver meu esforço diário indo embora com os sonhos não é algo fácil de lidar. Da mesma forma, ver leitores afundados em livros p0rn6gráfic2s também não é fácil. Pelo menos para mim, como escritora cristã, não é.

Como eu queria que as pessoas lessem e apoiassem livros com histórias que os levassem para mais perto de Deus!!! Sejam livros de ficção, poesia ou teologia. Mas o mundo jaz no maligno, que até mesmo nos faz acreditar que ser um artista cristão é ruim.

Orem por esses artistas, sejam eles escritores, pintores, desenhistas, atores, cantores, etc. Orem para que tenham ânimo para continuar, mesmo com poucos recursos.

Não deixem de apoiá-los nos seus trabalhos. Quando tiverem dúvidas se vale a pena, lembrem-se do cafezinho do início do post.

Espero ter te levado a ter boas reflexões. Até o próximo post, se Deus quiser! Que Ele te abençoe e te guarde de todo mal.

Comentários

  1. Anônimo31.8.25

    Foi muito bom porque aprendi como confiar em Deus a confiar e como bater a porta a qualquer momento e se abrir se ao e enfim é tudo na vida

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