Poema O Artesão
Era uma vez um artesão
Suas obras eram excelentes
Entre elas uma
Que palpitava em seu coração
De todas as criações
A mais completa
Com pensamentos, inteligência
Vontades e moções
Nessa obra, sua essência colocou
Mas com vontade própria
E influência de um falso artesão
A obra para longe se deslocou
Pensando poder,
Queria ser igual ao seu criador
Seus ouvidos se voltaram,
A voz ouviu de um enganador
Quando percebeu já era tarde
O mal já tinha entrado
Com medo se escondeu
Mas o amor do artesão ainda arde
E procurando sua obra
A encontra envergonhada
Pobre obra, pensou poder
Mas viu que distante nada sobra
Ainda assim, encontrar um culpado procurou
Tentou culpar até mesmo o artesão
Mas fora de si mesma
Culpado não encontrou
Pobre obra, precisa reconhecer
Que longe só existe o vazio
E a estrada para o fim
Percorrer
Obra, obra! Volte para o artesão
Enquanto há tempo, corre!
Porque não há nada fora das mãos Daquele
Que te fez e colocou a eternidade em seu coração
Esse poema foi escrito pelo meu marido, Manoel, e publicado aqui para sua reflexão. Espero que goste!
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